Por onde começar na Gestão do Turismo é o maior desafio do final de ano. Enquanto isso, o desespero começa a bater. Várias agendas, projetos e demandas chegam à sua mesa. Você se sente soterrado e não sabe o que priorizar.
Essa sensação é comum para todos os atores da cadeia turística. Gestores públicos lidam com pressão político-partidária. Empresários precisam mostrar resultados financeiros. Presidentes de COMTUR tentam engajar voluntários. Tudo parece urgente ao mesmo tempo.
A solução, no entanto, não está em trabalhar mais horas. Ela começa em um lugar que muitos ignoram: o autoconhecimento. Este é o primeiro pilar do meu Método Gestão de Turismo 360. Antes de organizar o território, você precisa se organizar.
O maior dreno de energia: a falta de clareza nos papéis
Muitos de vocês, comentam sobre a dificuldade em fazer a comunidade entender o turismo. O trade acha que a prefeitura vai fazer tudo. Infelizmente, isso é um problema cultural profundo no Brasil. Precisamos fazer um trabalho contrário, sem bater de frente.
Eu sempre uso uma analogia nas reuniões de COMTUR. Eu pergunto: “A prefeitura é dona de hotel? A prefeitura serve o prato típico no restaurante?”. As pessoas respondem que não. Então, eu continuo: “Por que a prefeitura é a única responsável por divulgar o turismo? O turista dorme e come no seu empreendimento, não na prefeitura.”
Essa simples reflexão ajuda a estabelecer a clareza dos papéis. O setor público tem suas responsabilidades. O setor privado tem outras. Enquanto essa divisão não for clara para todos, sua energia será gasta em conflitos, e não em ações práticas.
O primeiro passo é o autoconhecimento (Pilar 1 do Método 360)
O foco neste final de ano se conecta diretamente ao primeiro pilar do meu método: o empreendedor ou intraempreendedor. Ou seja, você, o CPF por trás do cargo. A partir do momento em que eu olhei mais para mim, tudo mudou. Eu precisei entender o que me incomoda e o que me deixa feliz.
Descobri, por exemplo, que sou uma pessoa extremamente visual. Eu preciso ter as coisas mais claras possível: se eu participo de um treinamento sem slides ou sem um quadro, me sinto perdida. Eu simplesmente não consigo fixar o conteúdo da mesma forma.
Eu sofria demais antes de entender isso, hoje eu sei que é apenas o meu estilo de aprendizagem. Você precisa descobrir se você é visual, auditivo ou sinestésico (aquela pessoa que precisa “fazer”).
Como seu perfil define sua organização
Pessoas que não se conhecem, não sabem gerir suas rotinas. Eu vejo gestores e líderes que não usam uma agenda. Nem mesmo uma agenda de papel. Eles não sabem seus compromissos ou a recorrência de suas reuniões.
Quando eu era gestora pública, eu tinha um quadro branco na minha frente. Ali estavam os 15 projetos prioritários do ano. Toda sexta-feira eu olhava o quadro e riscava o que foi feito. Mesmo que fossem só duas coisas, aquilo dava uma sensação boa ao meu cérebro.
Esse autoconhecimento também mudou minha gestão de equipe. Eu tinha uma pessoa estratégica que nunca anotava nada nas reuniões, e isso me deixava em conflito internamente. Depois eu percebi que ela era auditiva. Ela gravava tudo o que eu falava e colocava em prática. Eu parei de sofrer e de querer que ela fosse igual a mim.
Gestão de Turismo: por onde começar
Quando tudo parece urgente, a resposta para uma gestão eficaz do turismo é começar com a organização. Você precisa ser mais forte que o seu cérebro, ele sempre vai escolher o caminho que dá menos trabalho. Articulação, por exemplo, dá muito trabalho. Exige estômago e paciência.
Para vencer a sobrecarga, você precisa de um método prático. O primeiro passo é se organizar. Em seguida, você deve seguir este checklist básico:
- Liste todas as demandas: tire tudo da cabeça e coloque no papel ou em um quadro.
- Separe o urgente do importante: você precisa responder o ofício da Câmara (urgente). Mas você também precisa bloquear tempo para o planejamento estratégico (importante).
- Articule e dialogue: o turismo é transversal. Chame as pastas de Cultura, Esporte e Agricultura para conversar. Eles podem ter projetos e orçamentos que se conectam aos seus.
- Entenda a burocracia: você precisa entender o básico de orçamento público. Saiba o que é PPA, LDO e LOA. Eu precisei sentar com o contador da prefeitura para ele me explicar.
Seguir esses passos diminui a ansiedade e auxilia a impactar menos em sua saúde mental e física.
Cuidado com a “Síndrome do Herói” e o cansaço do trade
A realidade de muitos gestores é cruel. Eu sei. Muitas vezes, você não tem estagiário. Você precisa ser o estratégico, o tático e o operacional ao mesmo tempo. É impossível fazer tudo com excelência.
Isso leva diretamente ao cansaço do trade turístico. O empresário está exaurido. Ele participa de reuniões há anos. Ele vê a gestão mudar quatro vezes em quatro anos. E nada avança. Ele cansa de discutir o mesmo assunto e para de ir às reuniões do COMTUR.
Nós não podemos personificar o desenvolvimento turístico em uma só pessoa. O turismo não pode depender de uma pessoa só. Se essa pessoa ficar doente ou se afastar, o turismo morre? Isso é um atestado de óbito do turismo. O desenvolvimento precisa de estrutura, de governança e de um COMTUR forte que sobreviva às trocas políticas.
A saída da paralisia é o Método
Aprender por onde começar a gestão do turismo é, antes de tudo, um exercício de autoconhecimento e organização. Você precisa entender seus limites. Precisa definir seus papéis. E precisa parar de reclamar e agir.
Nós, como cidadãos, precisamos assumir nossa responsabilidade. Você já foi a uma audiência pública sobre o orçamento do seu município? Você sabe quem são seus vereadores? Se você não participa das decisões, você perde o direito de reclamar delas.
É hora de trocar a sobrecarga e a frustração por um método que funcione. A clareza de papéis, o autoconhecimento e o planejamento prático são o único caminho para tirar o turismo da paralisia e colocá-lo em movimento.
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